Tolo e sem sentido
Quantas canções vieram antes? Quantas ha por vir?
Bom, não tenho escrito muito embora tenho muito a dizer. Ando pensativo, muito pensativo. O ano esta finalizando e está na hora de voltar a pensar em coisas que deixei em stand-by por um longo tempo.
Parece que esta relação de amor e ódio que tenho com as coisas, e elas comigo é infinda. Faz parte da minha natureza, e também, da natureza das coisas…
Já são quase 4 anos de blog. Neste tempo morei em mais casas que consigo contar nos dedos. Não, eu não tenho 6 dedos!!! E na realidade parece que ainda não foi o suficiente.
Tenho pensado para frente sem olhar para traz. Carrego um fardo muito pesado quando olho. Embora eu viva para ganhar, perder dói, e como dói!
Bom, existem basicamente duas estratégias para as coisas. Me recordo de uma conversa que tive com meu velho amigo Felipe Massote em algum momento de 1997. Você pode olhar onde você vai perder menos, ou olhar onde ganhará mais. No final das contas concluímos, vale mais ganhar!!! Perder sempre perdemos, é inevitável.
No final das contas o bom de viver é estar vivo…
Tenho buscado paz, embora não tenho encontrado. Tento ser pragmático, ocupo a minha mente com coisas práticas. Estas tomam tempo, tempo o suficiente para desarmar a mente.
Sempre achei que entendo bem as pessoas, mas isto não é bem verdade. Desperto nelas uma não linearidade difícil de se compreender. As não linearidades aparecem quando a excitação do sistema é grande (este é um termo técnico de controle de processos ok? ;-)). E parece que sou um deste tipo de excitação.
Verdade, têm vantagens e desvantagens em ambos. Mas às vezes é tão difícil. Isto leva a uma quebra de comunicação tão complexa e difícil de resolver.
No final das contas sempre tem o quê somos, o quê queremos ser, e o que podemos ser. E estas partes, usualmente, não se equivalem.
Me incomoda o “sou assim” quando não queremos sê-lo. Me incomoda.
Céu azul e os dois pés na água, onde o mar acaba… as mãos vão lavando as marcas
Acho que este ano foi o que escrevi as coisas menos interessantes. Foi o que repliquei mais o vazio, a ausência do que a presença. O desejo de dizer foi contido por não haver clareza nas palavras. Estas nasceram dentro de mim obscuras e incapazes de alcançar a desejada liberdade.
Até sermos pegos Pela vida sem brilho …
E mesmo que pareça tolo
E sem sentido
Eu ainda brigo por sonhos
Eu ainda brigo
Fase paralamas
SIM, A DOR É FATO, O SOFRIMENTO TALVEZ SEJA OPCIONAL… O PRAGMATISMO AJUDA… NEM SEMPRE RESOLVE MAS SEM DÚVIDA DISFARÇA …
NÃO LINEARIDADES É?
ASSIM QUE VC CHAMA O TESÃO?
MEIRIANE
Tesao!
As coisas escritas são muito úteis para o que escrevemos.
Ave!